Venho por este meio anunciar o facto de eu....AINDA ESTAR VIVO...
Como é, supostamente, do vosso conhecimento, desloquei-me a Coimbra para completar um curso intensivo de PAG (Presidência Aplicada de Grupos), para que o nosso nome tenha impacto a nível nacional. Paralelamente, também realizo o Internato Médico, mas de âmbito lúdico e pós-laboral ;)
No entanto, manifesto o meu desagrado e, principalmente, tristeza, por me sentir afastado do grupo.
Começando pelo mais forte, a tristeza, por estar longe de vocês, e, quando perto de vocês, estar cansado de 1 longa semana de escravização hospitalar.
Desagrado, por vir a saber de certas informações em cima da hora, por se tomarem certas decisões sem a minha opinião, e de muitos eventos, mesmo "fim de semaniais" não me serem devidamente transmitidos.
Como presidente, tenho algumas palavras a declarar:
O nosso partido sofreu, sofre e poderá vir a sofrer certas turbulências de origem muitas vezes externa, e algumas vezes, interna.
O que nos fez ultrapassar certos momentos de crise, proveio essencialmente da existência de uma perseverança, confiança, amizade, empenho, e sobretudo num acreditar de que as coisas só poderão melhorar. EU ACREDITEI, enquanto membro activo e, na altura, bastante presente, deste partido. Se certos membros eram arrastados para baixo, lá se encontravam os outros prontos para prestar auxílio. E assim o grupo foi-se mantendo, ganhando forças, equilibrando-se de uma forma muito sui generis.
Fazendo analogia com uma relação, o nosso grupo tem momentos altos, momentos menos bons, muito amor, algumas desavenças, harmonia, por vezes discussões...aproximações, e por vezes afastamento...
O que sinto eu neste últimos tempos? Sinto que a vibração do grupo não chega a terras tão longe como a de Coimbra. Que significa esta situação?
Primeiro, poderá significar que o grupo não tem transmitido essa força, que o grupo tem que se voltar a unir, que os bons velhos tempos voltem a dar brilho, animação e confiança ao grupo. Sempre senti que este grupo era especial baseando-me na minha experiência com outros partidos que frequentei e em alguns casos presidi no anteriormente. Especial porque nele me sinto bem, nele sou mais "eu" do que em qualquer outra situação, porque nele sempre encontrei conforto, honestidade, ajuda...e mimos. Racionalizando tentei encontrar uma justificação... Encontrei alguns factores, entre os quais, os vários pontos em comum que temos (espírito, inteligência, empenho, personalidade, independência, ambição) assim como as nossas discrepâncias (cursos, empregos, vivências, educações) que, se unindo num eixo comum, culminaram num equilíbrio que a todos satisfaz. Mas a felicidade que vivenciámos, vivemos e havemos de viver tem origem algo muito maior, que não consigo definir...o Nós...
Por isso sei que este grupo tem mais força do que a tenho sentido ultimamente...lutem e gritem bem alto JIAAAAHOOOOO, para que o país estremeça.
Segundo, porque me sinto afastado do grupo. Serei eu? Será o grupo(sem mim)? Eis a minha dúvida. Tenho pena de não poder estar fisicamente presente, poder tomar decisões, dar ideias, organizar de raíz vários eventos. É algo a que me submeti. Mas em momentos tão difíceis como na altura do meu exame, eu senti um grupo a puxar por mim, um grupo cheio de ideias, um grupo que me apoiava, um grupo presente de espírito e alma, que me fez sentir acompanhado, acarinhado, que me ouvia nos meus problemas e que me ajudava nas minhas indecisões. Agora já nem tanto... Penso que posso ter culpa, pelo facto de não manifestar a minha presença. Mas em época de adaptação, de mudança, uma pessoa tenta lutar e ultrapassar todos os desafios de forma independente. Foi o que tenho feito. Mas em certos momentos, o presidente precisa de apoio, de ajuda, de carinho... como antigamente. E quero que saibam que o presidente tem toda a disponibilidade de apoiar, ajudar e acarinhar quem quer que seja, como antigamente...
Para além do factor Coimbra, há o factor namoro. O Presidente namora. Mas o Presidente precisa dos amigos, como sempre.
Mais do que palavras num blogue, quero que considerem este "desabafo/chamada de atenção/discurso/pensamento" como uma soma de 20 idas ao dentes em que falo da minha vida, dos meus problemas, em que partilho vivências....e em que sinto o feedback jiahiano que quase sempre, ou mesmo sempre, me encheu o coração...
Recordando palavras da Tita em Castanheira de Fruta (e não só) : "não arranjes uns Jiaho em Coimbra".
Não o fiz...mas...onde estão os Jiaho?
Bjs e abraços de um Presidente saudoso, carente e longe mas que poderia estar mais feliz, cheio e perto.
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